sábado, 26 de fevereiro de 2011

Post Etílico!


Caros amigos!!
Esse é meu primeiro post bêbado!! bêbado não, pois eu estou alegrinho!! Mas deu pra ver a casa ameaçando rodar quando cheguei!
Aliás, pra provar que eu bebi um pouco a mais vou postar primeiro algo comentado hoje, que vale muito à pena e acho que é a história da minha vida!

Moral da Perereca

Numa mata, com uma chuva fina, uma perereca preparava-se para comer uma mosca, quando um macho, que observava a cena, disse:
-Perereca, não coma já a mosca! Espere que a abelha coma, depois tu comes a abelha. Ficarás mais bem alimentada.
A perereca assim fez e, efetivamente, passados alguns segundos, veio a abelha que comeu a mosca. A perereca preparou-se, então, para comer a abelha, mas o macho interrompeu novamente:
-Perereca, não comas a abelha! Ela vai ficar presa na teia da aranha e a aranha vai comê-la, então tu comes a aranha e ficarás mais bem alimentada.
A perereca de novo esperou. A abelha levantou vôo, caiu na teia da aranha, veio a aranha e comeu-a. A perereca preparou-se para saltar sobre a aranha, mas de novo o macho falou:
- Perereca, não sejas precipitada! Há de vir o pássaro para comer a aranha, que comeu a abelha, que comeu a mosca. Comerás o pássaro e ficarás mais bem alimentada. A perereca, reconhecendo os bons conselhos do macho, aguardou.
Logo depois, chegou o pássaro.
Entretanto, começou a chover mais forte e a perereca, ao atirar-se sobre o pássaro, escorregou e caiu numa poça d’água.
Neste momento, uma cobra que passava por ali, engoliu a perereca e sumiu mata adentro.

MORAL DA HISTÓRIA:

Quanto mais tempo duram as preliminares, mais molhada fica a perereca.
Porém, cuidado! Se não comer, vem outro e come!

Pois é, estou cansado de esperar. É engraçado, mas tenho convivido muito com dúvidas de garotas incríveis (outras nem tanto) e muitas delas surgem pelo meu erro de ser objetivo (inclusive uma assídua leitora daqui, que vive me procurando quando eu evito e vive evitando quando procuro, que nunca me chama pra fazer algo, mas vive esperando que eu chame, enfim).

Mas, vamos a uma poesia, que vou tentar escrever agora, do nada.

Amor Intenso

Amor intenso, quanto mais eu amo, menos penso.
E o meu intento é ter um amor menos tenso,
Mas se eu tento, sofro ainda mais o desengano
E ganho o alento de viver louco e sem plano.

Amor que me impede de perscrutar razões
Amor que me impele a procurar afãs
Assim é o amor pagão de todas almas também pagãs
Que imprime na alma e na pele a dor tangida por arpões

Assim é teu amor que tanto dano causa
E ainda é daninha a erva que hoje planta
E ali, li antes o epitáfio que dizia:

Amor intenso é aquele que não permite pausa
Amor intenso é luz que brilha até quando desencanta
E que faz o sol iluminar até mesmo o que não é dia!

Obrigado a todos e um ótimo domingo!!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Colorem habent, substantiam vero nullam


Nem é bem madrugada e ele já escreve coisas sem sentido.
Justo quando queria matar o tempo, é um dia de 25 horas!
Pensa, reflete com calma e acredita que se houvesse companhia nada seria assim, mas não há.
É curioso acreditar que aqueles que melhor conseguem entender o que é o relacionamento humano estejam sozinhos como um dentista envergonhado de sorrir. Mas as cáries desse homem são mais profundas, são na alma. E nas almas não se arrancam ou é possível fazer tratamento de canal.
Que se viva com os analgésicos passatempos que a vida oferecer.
Pára e pensa por um segundo e de súbito ele sente forte as ironias da vida se mostrando.
É estranho pensar que ao mesmo tempo em que buscamos a perfeição de nossos potenciais, a vida nos faça exatamente o contrário, nos equilibre sobre ela mesma nos diferentes estágios, não nos dando o direito de darmo-nos ao máximo.
Posto que a juventude é o auge de nosso vigor físico, mas nossa carência por direção e conhecimento nos faz tatear a tábua raza da vida até que as farpas penetrem a mão.
E quando conhecemos o caminho e moldamos a madeira, nossa mão já tem calos o bastante para não darmos as formas perfeitas que queríamos, ou seja, quando temos sabedoria não temos mais, tão forte, o vigor da ação.
Como as 25 horas que nos foram dadas e que agora ele queria ter minutos, quando muito, para fugir desse dia!
A outra ironia que se lembra, essa sim ele acredita!
É engraçado que o humano busque tão livremente as formas físicas e tão livremente se relacione a ponto de jamais refletir.
Mas o maior símbolo da liberdade sejam os pássaros, que em muitas de suas espécies são essencialmente monogâmicos (como os agapornis da foto, também chamados de pássaros-do-amor).
Sim, a liberdade não deve ser confundida com a libertinagem... É bom que se lembre disso ao menos na teoria, já que na prática ele também fere as mãos em farpas.
Mas o conhecimento não está em quantos livros se pode ler em um dia, mas em quais se lerá da maneira correta e quais haveremos de decorar (lembrando, senhores, que decorar não tem o significado superficial que se tenta atribuir hodiernamente, e sim vem da palavra coração - no latim "cor" - então decorar é muito mais que memorizar, é ler com o coração, com a alma). Assim como o amor (ou mesmo o sexo) não é questão de quantos se pode ter em uma vida, mas por quantas vidas se pode ter apenas um.
Os pássaros aprenderam isso, o homem ainda não.
É... A essa altura ele percebe que, em vagar pensamentos, uma hora já se passou... Mas... E se o tempo for feito apenas para nos despistar da eternidade? Para tirar a atenção, sabe!? como um aluno olhando para o relógio e contando os minutos pelo fim da aula. Ele se lembra de que Santo Agostinho disse algo próximo disso, com maior eloquência há que se ressaltar.
Há cores, substância de verdade nenhuma.
Deixa o tempo correr... O que é um dia de 25 horas pra quem carrega a eternidade no peito?
"O que é um amor monogâmico e perfeito para quem não é correspondido?" ele pensa, mas desiste do pensamento. O amor vale em qualquer situação, pois todo amor há de ser correspondido à sua maneira.
Além do mais...
Ele ama a vida e o dia que a perder, sentirá tanto que não mais será possível viver.
Ele ama a esperança e o dia que ela terminar, tudo terá terminado, pois ela é a última.
Ele ama o Sublime e o que é completo nunca se esgota.
Ele ama o outro pois é dar a fé ao mundo de que algum outro também o amará.
Deixa-o ter fé, pois agora ele dorme, depois de entender que "quem mata o tempo, não é assassino, é um suicida" (Millor Fernandes) pois deixa a própria vida escorrer.
Amanhã não será mais um dia de 25 horas, mas na normalidade do tempo de um dia, ele terá todas as horas da vida para que faça a vida, e por que não o amor, acontecer...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados.

Caros amigos,

Na carência de um título para a postagem, coloco essa bela frase de Vinícius de Moraes que achei sendo usada por uma amiga.

Na carência de um comentário mais longo, vamos a um poema... ando não conseguindo organizar as ideias, segue então!

Abraço a todos e vamos começar o ano aqui no blog!

Quando Corações Silenciam

Mergulhei de cabeça nesse mar,
De súbito, senti um gélido profundo,
Esperava resgatar-te desse mundo
E não um dia ter que retornar

Mas ondas são vontades do infinito
Carregam esperanças, levam flores,
Silenciam pessoas, trazem amores,
São as ímpias dores que em ti, hoje, incito.

No cerne dessas dores te perguntas
O que fazer quando corações silenciam?
E quando não contas os dias que adiam
Todas as vontades da vida juntas?

Mas minha dúvida também é forte
Entre beijo e fuga, qual será nossa sorte?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Paralelas que se cruzam


Caros amigos,

Hoje não estou me sentindo muito bem, o cansaço de todas as coisas que venho vivendo tá começando a refletir no corpo, já que não consegue abalar tanto a alma.
Mas como devo ficar um bom tempo sem escrever, vou publicar um poema que tem uma simbologia bastante forte.

Não estou muito afim de escrever, então só isso basta.

Abraço a todos!

A Lenda da Bruxa

Corre diáfano meu lábio no seu
Eu, sábio, afano o que escorre,
Porre da saliva insólita, um gosto em breu.
Meu rosto em só lhe tardar alívios morre.

Umbigo procura umbigo, encaixe procura encaixe,
Que ache na cura uma praxe de amigo, a loucura comigo
Abrigo é, seguro e sem hora, e por isso te peço relaxe,
Ache e eu confesso nisso senhora me seguro e me figo.

Seio hirto onde toco e me aflijo aprazido em dor,
Flor em jazido que é rijo e oco, onde, ir, toa o enleio,
Receio, gemido e tremor, do beijo ao sexo, o cerne da flor,
Amor incerne e sem nexo, desejo e temor, fremido ao meio.

Braços, pernas mornas, olhar de maga, enfadonhos em fenda,
Abraços, eternas formas de amar a vaga dos sonhos, a lenda.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Não nasci para ter uma história, mas para contas a dos outros...

É caros amigos...
Sem fotos nem nada, vou escrever esse só por que quero passar o tempo.
É bom pra aliviar o vazio do peito.
E é nessa sensação de vazio e de "quase" que eu vou postar um poema que escrevi quando bem moleque. É estranho reler essas coisas e ver que não mudei muito em certos sentidos...
Mas o poema vale, afinal algumas sensações antigas voltaram (não boas, mas voltaram)... Não entendo por que tudo muda e tudo volta. Mas...

Depois dele, um outro poema também na mesma ideia... a ideia do potencial que as coisas têm e da história que carregam. É estranho, mas sempre que ando por uma rua bacana ou coisa assim, tenho a loucura de imaginar o quanto de história essas ruas já presenciaram, casais se reencontrando, casais terminando, velhos amigos se conhecendo pela primeira vez... É angustiante, mas é bom pensar nisso...

Abraço!

Quase me lembrei

As lembranças de hoje me remetem ao tempo em que eu quase fui criança
Infância! Infância de lembranças mortas que eu nunca tive
Nos dias de pular corda que eu me lembro como se tivesse vivido
Ah! E não podia me esquecer da bola
A bola no pé, que nunca tocou o chão com a sola.
E só lá no fundo das lembranças que ela rola
E emerge da minha mente acenando e pra mim mente
A primeira flor que eu não vi
E é sempre o mesmo assunto! Eu tento, mas não mudo...
E retorno ao pó e ao fundo do que eu, quase, nunca fui...
Eu lembro do primeiro amor que eu vivi
Correspondido eu também correspondi
Mas foi só na minha mente
Que, calada, cria e desmente um passado tão perfeito quanto o presente.
E traz o medo do futuro...
Mas eu assisto, só, no muro, que um dia vai ruir!
E ontem quase adolescente... Quase ao lado de quem sente
O meu corpo quase quente... De quem tem éter na mente
Das drogas que eu provei você é eternamente
Pra quem quase teve você... Agora é ter na mente algo que eu preciso esquecer
Mas também é terna a mente, sabe o que é preciso escolher
Faz da escolha algo quase sem razão
Acolhe a vida de quem vai pra outro chão
Molda a escola e ecoa por paredes os gritos de evasão
E muda modas e costumes, cria castos e pagãos...
É como se o universo fosse paralelo
Aos ângulos luminares de um tempo que não existe mais
É a adolescência o começo e fim da vida, a dúvida quase dádiva...
À busca de um divã nessa saída... Mas não precisa fazer sentido
O tempo não é contido ele quase sempre é fugaz
Mas não precisa de um grito, mesmo calado eu a estou ouvindo e agora tanto faz.

O próximo é um pouco mais recente... dos tempos q trabalhava com turismo, ruas etc...

Informação Turística

Morrem os nomes das ruas
Morrem os homens da rua,
E as mulheres também,
Morrem todos aos milhares
Morrem os pássaros mais belos
E as plantas em procelas
Morrem ratos em castelos
Morrem reis em favelas
E pelas ruas passam carros
Que nos muros morrerão
E os casais que pela rua passam
Um dia nem seus filhos passarão
Mas a rua está sempre ali
Fria, sólida e vazia
Em sua mudez voyeur
Com história incrustada em cada grão de terra
Mas assim sempre nua,
Já sem nome, sem lembrança ou referência
Ainda jaz em ti a alma de toda rua
Nostalgia, medo e vã vivência.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Simples


Não tem jeito caros amigos, a beleza está na simplicidade...

Vamos retomar as rédias literárias dessa bagunça aqui pois eu já nem sei mais o que eu já publiquei ou não.

E não há como falar em simplicidade e literatura sem lembrar do Haikai ou Haiku.
O haikai é uma forma de poesia oriunda do Japão na qual se valoriza a simplicidade, a concisão e a objetividade.
Normalmente tratando de assuntos ligados à natureza, no fundo (pelo menos como eu vejo) o haikai representa uma metáfora sobre as condições e os sentimentos do homem, refletidos na natureza.

Mas isso tudo é feito de maneira muito sutil, acho que o haikai é o clássico do hermetismo poético. Embora alguns possam correr o risco de parecer frase de caminhão... Como aliás às vezes penso isso de alguns poemas da Emily Dickinson, mas é outra história.

O Haikai obedece à seguinte regra (em português): 3 linhas contando com 5 sílabas na primeira e na última e 7 na segunda...

Superficialmente é o que sei sobre o assunto, sei um pouco também sobre a influência do estilo em Ezra Pound (por influência de um grande amigo de faculdade), de quem aliás vale e muito destacar o curto poema abaixo (que não é um haikai mas já demonstra a objetividade no trato do poema)... É o meu predileto dele:

Meditatio

When I carefully consider the curious habits of dogs
I am compelled to conclude
That man is the superior animal.

When I consider the curious habits of man
I confess, my friend, I am puzzled.

Esse aí tem muito a ver com minha personalidade atual.

Agora pra finalizar, um poema meu onde tentei atacar de haijin (pessoa que escreve haikai). Mas como não consigo deixar de ser prolixo, juntei 5 tentativas de haikais em torno de um mesmo tema. Abraço a todos e até a próxima!

O Ciclo Sazonal

Frutas são escolhas
Semear de eterno outono
Calma pra que colhas

Folha seca ao pé
Preâmbulo para a vida
Nascida do fim

Olhos de flagelos
Reconhecem, foram belos
Florais, primavera

Disformes as nuvens
E o olhar de quem as vê
Chove, tudo vai...

Vê, cauto ancião,
A cerejeira secar
Termina o verão.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Desequilíbrio


Caros amigos,

Equilíbrio! Essa é a palavra chave da vida, é isso que penso!
Porém um equilíbrio dinâmico, afinal tudo muda o tempo todo... E esse equilíbrio é feito de momentos de profundo desequilíbrio e uma dolorosa reflexão.
Mas como refletir os maiores desequilíbrios do homem?
A paixão é sem dúvida um deles! E quando ela se insinua e se recolhe, se insinua novamente e volta à rejeição... Não há equilíbrio capaz de fazer alguém respirar sem que o ar lhe invada queimando o peito em febre irracional.

Esse menor poeta, não sabe lidar com nenhuma de suas paixões... Entra chutando a porta, atrapalhado, sem saber como agir, dramático... Mas quando se tenta um mínimo contato com a máxima rejeição o que se pode fazer é restaurar o equilíbrio não pela conquista e criação de um possível amor, mas pela negação.
Fingindo que nada aconteceu, mas não sem ranhuras na alma e complexos no corpo.

Gostaria de ter entrado com mais cuidado em vida alheia, com a cautela dos que entram pra ficar, mas agora que entrei com alarde, não posso ficar sendo convidado a olhar a sala de estar num dia e ser expulso pelos pés sujos no outro.

Mas os desequilibrados tendem a escrever melhor, Pessoa que o diga: "E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu."

Um poema de desequilíbrio abaixo, abraço a todos!

Almas Irmãs

Às vezes eu quero chorar e me faltam lágrimas
Quero ler as entrelinhas do meu pensamento e as páginas
De um conto escrito em Português errado
Saber o que eu sinto quando me encontro triste e calado

Quero chamar a atenção de todos...
Fazer com que reparem o quanto eu sofro
Mas não consigo mais sofrer, nem ver meu rosto sempre pálido.
Eu só sinto uma alma doente em um corpo só e cálido

E eu me acostumei a ser como o mar
Estar feliz quando é preciso estar
E a fazer coisas que eu não quero
Mas hoje o teu sorriso eu espero
Preciso e venero, me calo o quanto eu quero.
Aguardo o tempo certo
Mas o tempo é árduo e o corpo, o espectro.
De toda dor que eu senti
De toda cor que eu não vi
E do amor que eu te pedi
Mas quando eu quis o sorriso e a despedida
Não estavas ali

Mas a alma é terna
Eterna, releva tudo e, quase, sempre espera.
Me leva ao mundo e à esfera do teu sempre.
Eleva e retorna ao fundo e quase esquece que é alma
Muda rumos, molda vidas, cria nortes e saídas...
Dá-nos crias e dádivas, toma-nos a vida.
Saúda mortos e cura almas feridas
E quando todas estão caídas é da ternura que se tira
A loucura eterna de almas que suportam corpos
E se erguem como se estivessem sempre ali
E fortes, retornam à vida...

A minha alma ainda não sabe o que é viver
Insiste em se esconder
Esconde o que sente
E só se encontra em ti
Sente dores e se esquece da condição de alma que é

Se nossas almas pudessem dançar...
E se os corpos levitassem
Eu te procuraria onde jamais pudesse encontrar
E faria com que teus olhos jamais me evitassem
Procuraria as palavras que eu não disse
Mergulharia na imensidão, verde, dos teus olhos.
Buscando chegar à tua alma
Extravasando pelos poros
Até que ela aceitasse a minha
Como se sempre estivesse ali.